terça-feira, 13 de setembro de 2011

Marapanim, terra do Carimbó.

Trapiche
A história do município de Marapanim pode ser dividida em três partes distintas. A primeira, com a chegada do Padre João Souto Maior, por volta de 1656 que, por ordenamento de seus superiores da Companhia de Jesus, foi encarregado de levar os fundamentos do Evangelho, da Cruz e dos Sacramentos à Aldeia de Arapijó.
Grupo de Carimbó Flor do Mangue
Na segunda parte, pode-se dizer que a distribuição das terras que margeavam os rios e igarapés deu a devida dimensão para o futuro do município, já que o Quadro Nacional de Sesmarias, organizados por Artur Vianna, em 1904, enumerava o nome de Quitéria Luiza Araújo, como posseira as margens do Rio Marapanim.
Praia do Crispim
A terceira e última fase para a implantação do município de Marapanim, vem com o Padre José Maria do Vale, da Ordem do Seculares, segundo informes feitos pelo Padre Edmundo Saint Clair Igreja. José Maria, recebeu duas imagens; uma de São Raimundo Nonato e outra de N. S. das Mercês, que foi rebatizada com o nome de N. S. das Vitórias, de quem o Padre era devoto, assim tornando-se a padroeira do município de Marapanim. Há duas versões para a origem do nome Marapanim, que dizem uns ser derivado do dialeto nheengatu, que significa "borboletinha d'água", a outra versão que se pode aceitar é de que ao redor do rio Marapanim existiam milhares de árvores de madeira de cor avermelhada denominada de Muirapinima. No entanto, a versão mais aceita é de que realmente o nome deriva do dialeto nheengatu.
Orla da Praia de Marudá


Com a emancipação político-administrativa ocorrida em 06 de Julho de 1895, foram os distritos ou circunscrições judiciárias de Marapanim. Matapiquara, que tinha o nome de Campina Seca, é a vila mais antiga do município, a sua instalação como vila é datada de 12 de outubro de 1985.
Igarapé da Vila Maú

O município de Marapanim é divido em duas regiões. A região do Salgado, onde se localiza as belas praias de Marudá e Crispim, banhadas pelo oceano Atlântico. A região da Água Doce, onde se localizam as vilas e povoados, banhados por braços e afluentes do Rio Marapanim, tendo os mais belos igarapés da região nordeste do Estado do Pará.






Esses dados foram tirados do livro Noções da História de Marapanim do autor Joaquim Amóras Castro, no qual tive o maior prazer de conviver e aprender sobre este belo município. Joaquim Amóras Castro, natural de Marapanim, escritor, jornalista, poeta, romancista e ensaísta, nascido em 12/12/1941 e falecido em 21/12/2000, recebeu o prêmio Inglês de Sousa da Academia Paraense de Letras, em 1991 com o romance "Caminhos de Iraquara"; Recebeu Menção Honrosa da A.P.L no concurso de 1991 com o romance "Casarão de Santa Fé"; Recebeu Menção Honrosa da A.P.L em 1996 com o ensaio "Mastro Votivo, Carimbó e Boi-Bumbá"; Em 1996, ganhou o Menção Honrosa da Revista Brasilia com a poesia "Barquinho de Papel".


"Se eu soubesse que tu vinhas
Eu fazia o dia maior,
dava um nó na fita verde
para prender o raio de sol."
Mestre Lucindo



Dados do IBGE:
População 201026.605
Área da unidade territorial (Km²)795,983
Densidade demográfica (hab/Km²)33,42



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